
A palavra "Cuidador/a" - principalmente, cuidador/a informal - talvez não seja familiar.
No entanto, se falarmos de pessoas que têm a responsabilidade de cuidar de alguém querido veremos que já fomos, somos e/ou conhecemos pessoas nestas circunstâncias.
E todos podemos vir a ser cuidadores/as. Será que estamos preparados para o ser?

Testemunhos de Cuidadores
São inúmeros os casos e as histórias de cuidadores e cuidadoras informais.
Eis alguns exemplos:
“Cuidar é um ato de amor, mas é um amor diferente. Mais profundo… difícil de explicar.”
M.F.M., 49 anos, cuidadora da filha com Síndrome de Down
“Apesar de cansativo, não me imagino a deixar de cuidar da minha mulher.”
J.B., 82 anos, cuidador da esposa com demência
“Na ânsia de descobrir mais, de ajudar mais e mais, tenho conseguido desbravar caminhos menos percorridos.”
A.P., 50 anos, cuidadora da filha com doença oncológica
“Nunca esperei estar assim nesta fase da minha vida - ser eu a cuidar da minha mulher – mas faço-o com todo o carinho.”
A.P., 86 anos, cuidador da esposa com doença de Alzheimer
“Saber que estou a ser útil, a acompanhá-la, mesmo que ela não note.”
V.G., 34 anos, cuidador da avó com demência
“Sinto-me bem a ajudar. Ela não tem mais ninguém.”
C.F., 41 anos, cuidadora de amiga cega e idosa
Estas são Experiências de Vida de alguns cuidadores e cuidadoras.
Qualquer um pode tornar-se cuidador/a.
Até mesmo uma criança ou jovem que cuida de um familiar (pai, mãe, irmão, tio...) com dependência.
Poderá tratar-se de uma situação de evolução lenta que permite a adaptação a uma nova realidade familiar, ou pode ser repentina, criando um quadro mais complexo no que respeita a adaptação dos membros da família e à obtenção de respostas de apoio em tempo útil.
Pode acontecer mais do que uma vez na vida.
Muitos assumem o papel de cuidadores em diferentes fases da sua vida. Por exemplo, uma cuidadora de 42 anos que cuida do seu pai com demência durante anos, retomando o papel de cuidadora mais tarde, acompanhando o marido com incapacidade devido a um AVC.
E podemos cuidar de mais do que uma pessoa, em simultâneo.
Considerados como "cuidadores-sanduíche", atualmente muitos cuidadores/as têm a seu cargo ascendentes e dependentes com incapacidade, tornando o dia-a-dia num autêntico desafio.
Acontece também a muitos cuidadores serem o único suporte para mais do que uma pessoa com dependência. E em alguns casos, estes cuidadores são ainda capazes, num esforço quase sobre-humano, de conciliar com a sua própria família e trabalho.
Estatuto de Cuidador Informal
Acompanhe o processo de criação e implementação do Estatuto de Cuidador Informal aqui.
